O modelo de negócio da Infosis está estruturado em consonância com a nossa missão e promovendo, dessa forma, a integração sinérgica e eficaz dos elementos Pessoas, Tecnologia e Processos.
Nossa Fábrica de Software contempla um conjunto de mecanismos, procedimentos e ferramentas que visam suportar e disciplinar os processos de planejamento, execução e monitoramento dos serviços, e produzir um conjunto de indicadores que subsidiam o planejamento das ações de capacitação de pessoas, inovação tecnológica e melhoria contínua dos processos.
Os meios e processos para suprir a demanda de desenvolvimento de software pelas empresas vêm sofrendo constante evolução ao longo dos últimos anos. A crescente demanda de informatização e a dinâmica extremamente acelerada do mercado tem feito os gerentes de tecnologia de informação buscar soluções mais eficientes para suprir as necessidades internas, contratando reforços de empresas especializadas no desenvolvimento de software.
As soluções existentes até recentemente eram a terceirização e o outsourcing. Entretanto, o uso de recursos externos trouxe problemas novos, principalmente no que se refere à garantia de qualidade do software gerado, cumprimento de prazos, atendimento ao usuário e gerência do processo de produção destes produtos.
Tais problemas tendem a ser solucionados com uma melhor definição das etapas do desenvolvimento (processos) e os produtos que cada etapa produz (documentação/software). Mas como garantir a correta execução de todos os processos e o sincronismo destes processos com seus produtos?
O conceito de fábrica de software vem formalizar todos os processos (etapas de produção) e seus produtos, trabalhando em linha de produção, com etapas e tarefas perfeitamente definidas para cada tipo de profissional, indo da produtividade da linha de produção a rotinas de controle de qualidade. Com a alta especialização dos profissionais, cada um garante a produtividade da etapa de produção em que está engajado e a qualidade do baseline produzido na etapa que antecede à sua, trazendo uma série de benefícios para sua empresa.
A fábrica se especializa no processo de produção e o cliente nas características inerentes ao seu negócio e no atendimento aos seus usuários.
Podemos, simplificadamente, dizer que a Fábrica de Software se baseia num tripé: Metodologia, Métricas de Fábrica e Ferramentas de apoio.
A contratação de serviço de desenvolvimento e manutenção de sistemas, principalmente no setor público, é um processo lento, complexo e muitas vezes demandam estruturas (processos, pessoal e ferramenta) de gestão e controle de difícil implementação e manutenção.
Para uma empresa, que necessita contratar serviços de desenvolvimento e manutenção de sistemas com frequência, ter que, a cada nova necessidade, elaborar toda a especificação técnica e funcional do software a ser desenvolvido para subsidiar uma contratação pode resultar frequentemente no não atendimento às urgências e necessidades que justificavam a demanda.
Essas dificuldades resultam das necessidades mínimas de cumprimento de procedimentos nas grandes empresas para a contratação de bens e serviços e da deficiência da estrutura de pessoal de tecnologia da informação existente na maioria dessas empresas, muitas vezes insuficientes para a condução com eficiência das atividades que antecedem uma contratação, além das ações necessárias para acompanhar, controlar, monitorar ou fiscalizar um projeto.
Portanto, terceirização de serviços, de quaisquer espécies, demanda por parte do contratante a escolha da modalidade de contratação adequada as suas necessidades, mas também considerando a:
Nesse contexto, a modalidade de contratação mais adequada para a terceirização de serviços de desenvolvimento e manutenção de sistemas é a de Preço Unitário por Medida. Esta modalidade se caracteriza por possuir a remuneração sendo realizada a partir da quantidade de partes do projeto fornecidas a um preço por fração predeterminado. Esse tipo de contrato possibilita a contratação do serviço sem o conhecimento da abrangência total do escopo resultando em agilidade e flexibilidade no processo.
Vale ressaltar que esse modelo de contratação já vem sendo amplamente utilizado no setor privado e está em crescente utilização pelo setor público no Brasil, sendo inclusive recomendado por órgãos regulamentadores e fiscalizadores nas diversas esferas da administração pública, como destaca o Acórdão nº 2.024/2007 do Tribunal de Contas da União, publicado no Diário Oficial da União em 28/09/2007.
Porém, para a utilização desse modelo de contrato, se faz necessário definir qual unidade de medida é a mais adequada para cada objeto de contratação e, no caso de serviços de desenvolvimento e manutenção de sistemas, o Ponto de Função é o mais utilizado.
O Ponto de Função é um método padrão para medição funcional de tamanho de software a partir do ponto de vista do usuário. A técnica considera apenas a funcionalidade solicitada e recebida pelos respectivos usuários. Nesse sentido, uma medida funcional de tamanho é uma medida externa, pois mede somente aquilo que é percebido pelos usuários do produto de software, independentemente da forma de implementação escolhida.
A técnica de Análise de Pontos de Função foi definida por Allan Albrecht da IBM, no início da década de 1970, com o objetivo de medir os resultados dos projetos de desenvolvimento de software desenvolvidos pela IBM. Esses projetos utilizavam uma inúmera variedade de linguagens, o que inviabilizava a comparação do tamanho dos sistemas através da quantidade de linhas de código. Assim, surgiu a necessidade de criar uma técnica de medida funcional do software que não levaria em consideração a linguagem de programação utilizada.
Atualmente existem várias técnicas de medição funcional, como Mark II e COSMIC-FFP, porém nenhuma delas obteve ainda a aceitação do mercado como a Análise de Pontos de Função.